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terça-feira, 14 de março de 2017

Tô de boa em João Pessoa - Parte 2

Praias do Litoral Sul

Fizemos esse passeio de buggy com um guia argentino muito gente boa, não lembro mais o nome dele, mas foi contato do hostel. É um passeio de dia inteiro, ele veio nos buscar e trouxe na porta do hostel. As praias são um pouco distante umas das outras e em alguns momentos passamos por dentro de bairros e na rodovia (medo modo on rsrs). Realmente eu tenho um medo danado de andar de buggy, mas fazer o que se a maioria dos passeios do nordeste envolve esse veículo? Enfrentar o medo!
As praias são lindas e sem brincadeira, iam ficando mais lindas a cada parada! A primeira praia que passamos foi Barra do Gramame, tem o encontro do rio Gramame com o mar. Na parte do rio tem um aspecto de mangue e muitos caranguejinhos. Vimos essa praia de um mirante e depois descemos, achei super tranquila e familiar. Paramos no Bar do Zezinho famoso na região pelos pratos típicos como a galinha capoeira, como estava muito cedo não experimentamos.

A próxima parada foi na Praia do Amor, famosa por sua formação rochosa em forma de coração que segundo a lenda tem o poder de fazer com que se case quem passar por sua cavidade. Sinceramente nem lembro se passei pelo buraco ou não, fica aí o suspense... Só sei que pra conseguir uma foto decente foi um custo com tantos figurantes. Nessa praia tem muitas rochas, é importante tomar cuidado onde pisa e como pisa, você pode acabar se machucando.
Nosso guia nos levou também a um mirante onde pudemos ver as próximas praias que visitaríamos e é deslumbrante a beleza do local! Em alguns momentos eu me sentia feliz por poder estar ali diante de toda aquela beleza natural e em outros eu ficava um pouco triste em pensar que em breve seriam lembranças, mas fazer o que?! Faz parte da vida do viajante fazer com que cada lugar que conhece fique gravado na mente e no coração, levando sempre pra onde quer que for.

Nesse momento do passeio é onde você mais curte a "vibe" do buggy, uma extensa faixa de areia com o mar escândalo de um lado e falésias multicoloridas de outro, vento no rosto e a maresia! O bom é que não tem subidas e descidas, então os medrosos como eu ficarão muito à vontade. Passamos pelas praias de Jacumã e Carapibus.

Finalmente hora do almoço! Gordiane que sou, estava nervosa por esse momento! Afinal, nesses passeios é que comemos aquele peixe fresco com camarão, suco de frutas locais, tudo muito bem servido... Eu saio de casa pensando na comida sim! huahauhua
O almoço foi na Praia do Coqueirinho, a mais badalada da região com vários quiosques e restaurantes para atender às necessidades gastronômicas dos turistas. Foi um pouco difícil estacionar ali, a maioria dos buggueiros da região leva o pessoal pra almoçar lá, então é melhor evitar o horário de pico.
Comemos tudo que imaginei: Peixe frito com pirão, salada, arroz e aipim frito. Infelizmente não lembro o nome do quiosque que ficamos mas os preços eram bem parecidos. Muitos quiosques tem chuveiro de água doce, enquanto nosso pedido era preparado ficamos curtindo a água morna da praia e quando ficou pronto tomamos uma chuveirada pra comermos limpinhas.
Depois do almoço seguimos para mais um mirante e depois para a Praia de Tambaba. Essa é a famosa praia naturista de João Pessoa e eu estou até agora sem entender porque raios eu não entrei na parte reservada ao naturismo! Sempre quis fazer isso, chegou na hora ninguém do grupo quis ir e eu acabei me acovardando. Mas como em tudo procuro ver o lado bom da vida, acredito que já é motivo mais que suficiente para voltar a João Pessoa, de preferência num mochilão pelo nordeste.
Já estava entardecendo, preferi só contemplar, tirar fotos e molhar os pés caminhando pela praia.

Nossa última parada foi no Farol do Cabo Branco, construção que marca o ponto mais oriental das Américas. Infelizmente algumas partes do entorno estavam interditadas, pois ficam no topo de uma falésia e corre risco de desabamento. Assisti o sol se pôr tomando um sorvete de caipirinha com calda de cachaça que estava uma delícia! Na volta para o hostel passamos pela Estação Cabo Branco, um centro cultural  projetado por Oscar Niemeyer que reúne arte, cultura e ciências num só lugar! Infelizmente a visita foi só panorâmica devido ao horário (Opa! Outro lugar para conhecer melhor da próxima vez em Jampa!)

Demos sorte pois o tempo que algumas vezes pareceu que ia nos brindar com uma chuvinha daquelas finas que demoram a passar, abriu PARA A NOSSA ALEGRIAAAA!

Não tenho como escolher um passeio preferido em João Pessoa e ainda teve coisas que deixamos de fazer porque a viagem foi rapidinha. Cada passeio foi especial e deslumbrante, nosso país realmente dá show quando se fala em belezas naturais! Eu gostei muito da cidade, dos preços, dos sabores (experimentando tudo que via pela frente). A mobilidade deixa a desejar pela baixa frequência dos ônibus mas compensa pelo sistema de integração no qual pagamos apenas uma passagem de terminal para terminal. Agora, é só saudades e esperar o dia de voltar!


 Barra do Gramame - Encontro do rio com o mar


 Formações rochosas na Praia do Amor


 Contra fatos não há argumentos! Passei na pedra do casório! hauhau


 Momento relax no passeio de buggy! Terreno plano rs


 Vista do mirante 


 Eita!! Fiquei mole depois de comer tanto!


 Outro mirante de vista fabulosa


 Tambaba, sua linda!


Farol do Cabo Branco












quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Tô de boa em João Pessoa!


Destino


Estava eu vivendo minha vida quando fui convidada pela minha irmã para viajar, ela queria mas não tinha coragem de ir sozinha mesmo comigo encorajando o tempo todo. Bom, eu estava mesmo me coçando pra viajar e por fim decidi aceitar esse "patrocínio" rsrs
Tínhamos ficado em dúvida entre João Pessoa e Florianópolis, pesquisa daqui, pesquisa dali, chegamos a fazer orçamento em uma agência pois estava em cima pra fazer tudo por conta própria e até achei que seria a hora do meu debut num pacote de viagem, mas o bichinho da mochila falou mais alto e quando vi estava eu fazendo tudo. O destino escolhido acabou sendo João Pessoa porque era mais barato e porque a água de Floripa é mais gelada. E lá vamos nós!!

Preciso antes contar uma peculiaridade, um mistério que ronda nossa existência: minha irmã e eu quase sempre que saímos juntas, nem que seja pra ir até a esquina, dá ruim! É, somos um para-raios de perrengues! Mas isso não nos impediu de dar boas risadas e fazer piadas sobre qualquer ameaça de zica. Como sempre uma empurrando o pé frio pra outra: "A culpa é sua!" "Você que é a uruca!" hauhauhua


Hospedagem

Peguei indicação com minha amiga Gaby e nada melhor que uma indicação de quem você confia no gosto. Ficamos no Slow Hostel, gostei da localização no bairro Manaíra, próximo à praia, lojas, restaurantes, shopping e da orla onde saiam alguns passeios.
Tudo muito limpo! A primeira coisa que fizemos ao chegar no quarto foi deitar no chão, pra você ter uma noção do quão limpo! Ficamos no quarto feminino compartilhado, era bem amplo, arejado, com tomadas suficientes, lockers e banheiro.
As áreas comuns tem wifi, redes, muita arte e referências literárias. Ameeeeei!
O staff foi maravilhoso de simpático e prestativo, logo nos apresentaram os passeios que poderiam ser feitos a pé, de buggy, de ônibus por conta própria e de barco. Ainda arrumaram outras hóspedes para faechar um buggy e ficar mais barato do que se fôssemos apenas nós duas.
O preço da diária valeu super a pena mesmo sendo feriado. O café da manhã que sempre tem minha atenção especial, foi um caso à parte, com especialidades regionais como tapioca e cuscuz com manteiga. Só tenho elogios pra esse hostel!

 Área comum do Slow Hostel

  Área comum do Slow Hostel

 Não soube lidar com essa escada! 💗

O Slow Hostel respira arte, tem até uma salinha de música para você tirar um som!


A Cidade

Achei a vibe de João Pessoa um pouco parecida com a do Rio de Janeiro. É uma cidade litorânea que ao mesmo tempo é urbana e tem muitas belezas naturais. Povo simpático e receptivo, gastronomia regional bem característica do nordeste com frutos do mar, macaxeira, frutas exóticas e pimenta que eu amo! 
Fomos de ônibus do aeroporto para o hostel e foi uma viagem bem cansativa. O ônibus sai de dentro do aeroporto mesmo, faz ponto final num terminal rodoviário e lá pegamos um outro ônibus (510 e 513 servem) para o nosso destino final. A única coisa boa dessa Odisseia foi termos passado pelo Centro Histórico e pelo Parque Solon de Lucena, dois pontos turísticos que não tivemos tempo de visitar depois. Chegamos à tardinha e depois do check in fomos ao shopping lanchar, passeamos pela orla com uma lua cheia maravilhosa, compramos uns suprimentos de lanchinhos e coisas para levar para a praia. Tentamos ir ao Centro de Artesanato mas estava fechado.




Jampa vista do mar!

 Vista do shopping Manaíra

Passeios


Costumo fazer bastante passeios por conta própria, dessa vez fizemos dois dias por nossa conta e um dia com o guia de turismo indicado pelo staff do hostel.
Como tínhamos pouco tempo tentamos otimizar ao máximo os passeios para aproveitar bem, mas infelizmente alguns passeios dependem de marés e de outros fatores da natureza, o que impediu de fazer mais de um passeio por dia algumas vezes. Por exemplo: queríamos no mesmo dia fazer as piscinas naturais do Picãozinho e Areia Vermelha, mas os dois dependem da maré e saem no mesmo horário. Tivemos que optar por um e escolhemos Picãozinho.

Picãozinho


A aproximadamente 2 km da Praia de Tambaú fica essa piscina natural maravilhosa cheia de corais e peixinhos. Nossa, num piscar de olhos já tínhamos chegado! O mar é hipnótico em tons claros de verde e azul. A diversão fica por conta do snorkel que você pode alugar no barco mesmo caso não tenha (R$ 15,00), também oferecem serviços de fotografia subaquática, achamos que não iríamos precisar porque compramos uma mega capinha protetora para o celular que não funcionou!(😢 snif!)
Eu sou suspeita porque amo o mar e a vida submarina, pra mim foi maravilhoso e quem atrapalha um pouco o passeio é o ser humano mesmo, sempre deixando rastros de lixo e descumprindo as regras dadas pelos guias... Enfim, respira fundo e vamos curtir!
Para fugir dos humanos, minha irmã e eu nos afastamos da muvuca e curtimos muito a parte mais funda das piscinas naturais.
Tem muitos barcos saindo de Tambaú pra esse passeio que custa em torno de R$ 40,00. Alguns barcos tem toboágua e trampolim, mas só vale a pena se ele fizer outra parada para mergulho porque ali no meio dos corais não tem como pular do barco. Nos barcos vendem comida e bebidas mas não achei necessário porque são 15 minutos de viagem.
Outra coisa importante a observar é a maré e a lua, o mais indicado é lua cheia ou lua nova, a maioria das agências e barcos avisa sobre esses detalhes.
Não pode pisar nos corais, tanto pra conservação da vida marinha (coral é um animal e não pedra) como para sua própria segurança. E quanto mais devagar você se mover, menos vai levantar areia tendo assim uma boa visibilidade e menos vai espantar os animais. Seguindo essas pequenas dicas vai ficar melhor ainda esse passeio que já é maravilhoso!


Vista do barco, parece até miragem...


Um pouco antes de zarpar!

Eita, marzão! Infelizmente não tenho as fotos subaquáticas...



Pôr do Sol na Praia do Jacaré


Apesar de ter o nome de praia, é um rio. Fica na cidade de Cabedelo a 18 km da Praia de Tambaú. Esse era um passeio que tomei conhecimento logo quis fazer e vou te falar, demoraram alguns anos pra isso acontecer, então não DESISTA DOS SEUS SONHOS! Motivacional do dia!
Brincadeiras a parte, eu estava ansiosa mesmo. Sou apaixonada por pôr do sol, agora imagina isso à beira do rio, com "Bolero de Ravel" e "Ave Maria" sendo executados ao vivo no sax?! Perfeito, né?!
Às 17 horas, o Jurandir do Sax vem numa canoazinha tocando e torna o espetáculo da natureza ainda mais emocionante. É tudo muito simples: uma rua com restaurantes e lojas ladeando a margem do rio, no final uma feirinha de produtos artesanais. Você pode assistir da sacada de algum restaurante, a bordo dos dois catamarãs que fazem o passeio do rio ou em pé na margem. O ideal é chegar cedo para conseguir lugar seja qual for sua opção, porque brota gente de todo lado e você não vai querer cabeças na sua frente.
Depois que o sol se põe rola um forró ao vivo num palquinho na orla e a feira de artesanato fica mais movimentada. Minha paixão por pimenta me fez ter uma experiência quase de morte! Estava experimentando geleias e doces de pimenta quando um possível comprador desafiou o vendedor perguntando sobre a pimenta mais ardida. Rapidamente o vendedor colocou no palitinho de prova e o desafiante assustado declinou da oferta, no meio daquele impasse eu me senti muito "macho" e experimentei a pimenta!🔥🔥🔥🔥
Não tossi, não chorei, não gritei por água... em sei o que aconteceu direito! Minha boca e nariz ficaram dormentes, um ardor alucinógeno! Todos me parabenizaram mas foi só isso, nem ganhei um brinde 🤣🤣🤣

Fomos por conta própria e isso deu uma "incrementada" no passeio, na ida perdemos o ponto para descer, na volta acabamos por nos empolgar com o momento e escureceu (o motorista falou para evitarmos isso), mas fazer o que, já era! Tivemos que ir para o ponto de ônibus escuro mesmo, andando um bom pedaço deserto e não sabíamos onde era o ponto. A cidade parecia abandonada, ninguém para pedir informação, nada de ônibus... Uma adrenalinazinha pra animar! Agora eu morro de rir da minha cara ao entrar no ônibus, mas na hora foi tenso! Dá pra ir, mas é contramão e o ônibus demora. Indo de busão pegamos o 513 na orla, descemos no terminal Bessa e pegamos outro pro Jacaré fazendo integração, ou seja sem pagar outra passagem.

Chegamos cansadas depois de tanta aventura e deu aquela fome, então jantamos num rodízio de camarão perto do hostel. Imagina o estrago... comemos horrores! Destaque para o salpicão de camarão e o camarão na moranga sensacionais!

O outro passeio que fizemos merece um post separado pois foi um passeio de dia inteiro com muitas praias e tal...

Relax...

O auge do espetáculo

Divando no Jacaré...

Comer camarão como se não houvesse amanhã!

Continua...