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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Divas que Viajam entrevista: Felipe Eduardo


Pela vida a gente vai conhecendo um tanto de gente e algumas dessas pessoas acabam se tornando inspirações pela forma como levam a vida e transmitem sua paixão por determinado assunto. E quando eu tenho a oportunidade, gosto de fazer perguntas, entrevistas, para aprender ao máximo sobre o que quer que seja! Faço isso desde criança, e agora que tenho meu espaço posso dividir isso com vocês.

No curso técnico em Guia de Turismo conheci o Felipe, formado em biologia, amante da natureza e futuro guia de turismo. Pratica atividades ao ar livre como trilhas, camping, montanhismo, travessias a muito tempo. Curte a prática de buschcraft e fã dos programas de sobrevivência da Discovery como os do Bear Grylls, Les Stroud e Ed Stafford.



Além disso tudo, ele tem uma memória e desenvoltura fantástica nas aulas de campo, e quando se trata de atrativos naturais ele fala com tanta paixão, que os olhos brilham e mesmo os mais sedentários tem vontade de "viver um dia bem vivido"!

Como o interesse por atrativos naturais tem crescido vertiginosamente muita gente quer começar mas não sabe por onde, ou apensa tem curiosidade sobre essa prática, aqui vai a entrevista com o Felipe pra nos dar uma luz!

Como você começou a se interessar por trilhas?

Comecei a me interessar por atividades outdoor em geral por volta de 15 anos. Fazendo trilhas simples. Mais tarde por volta dos 20 conheci um grupo de amigos (do vôlei de praia) que curtia trilhas. E na faculdade tb. Aí depois conheci mais um grupo (a qual faço parte desde o começo quase) que fazem trilhas com mais frequência. Este último grupo estou até hoje com eles.  A minha zona de conforto é estar em contato com a natureza.

Quantas trilhas vc já fez?

Várias! Não tenho como contar quantas foram feitas =D

Quais foram as trilhas mais marcantes para você? 

A mais marcante foi a clássica travessia Petrópolis x Teresópolis. A vista lá de cima é muito bonita, assistir o Sol nascendo e se pondo é um espetáculo da natureza onde as fotos não representam 1% do que é estar lá: ao vivo. E é uma travessia que exige um preparo físico muito bom, disposição, tem que estar acostumado a fazer trilhas (geralmente é feita em 3 dias, porém tem a opção de montar o pacote quando for comprar o ingresso) e alguns equipamentos para não passar os “perrengues”.

Muitas vezes a gente ouve falar em trilhas e travessias, qual a diferença entre elas?

As travessias ligam um ponto ao outro sem repetir trechos. Mas não deixa de ser trilha. Existem por exemplo, travessias curtas aqui no município Rio.

Hoje em dia vemos muitos eventos e divulgação de trilhas antes "secretas" nas redes sociais. Na sua opinião, quais os pontos positivos e negativos desse aumento do número de visitantes nas trilhas?

A negativa seria a degradação ambiental, ou seja, o impacto que vai estar sendo causado e também a perturbação dos animais que ali vivem e fora os lixos que são deixados pelo caminho. A positiva é o interesse que vem surgindo em querer conhecer esses lugares de beleza natural ainda mais com o aumento da divulgação sobre a importância do meio ambiente para o homem.

Quais seriam as possíveis soluções para esse impacto?

Uma alternativa (para não deixar de desfrutar o local) é limitar o número de visitantes ou então os próprios organizadores fazerem essa limitação de seus grupos.

Podemos nos considerar pessoas de sorte por estar numa grande metrópole e termos várias trilhas disponíveis. Quais são as trilhas da cidade que você recomenda para quem está começando?

Sim. No Rio tem várias opções de trilhas com diferentes níveis de dificuldade. As mais fáceis pra quem está começando são: Pão de açúcar na Urca pela pista Claudio Coutinho e a trilha da Pedra Bonita em São Conrado ambas com menos de 1 hora de subida.


Quais itens são indispensáveis ao fazer uma trilha e quais os principais cuidados a se tomar?

Tênis confortáveis, roupas leves, óculos, boné (ou qualquer outra proteção pra cabeça), filtro solar, repelente, água e lanche (como barra de cereal e/ou frutas que tenham bastante água que além das vitaminas, ajudam a aliviar a sede).

Muitas pessoas consideram trilhas como algo perigoso, quais os perigos podemos encontrar numa trilha e como lidar com eles sem surtar?

Perigoso é andar pelo centro do Rio de Janeiro =p. Geralmente numa trilha com pouco movimento, a chance de encontrar um animal selvagem é maior. É sempre bom também prestar atenção nas plantas, pois algumas possuem espinhos (podendo causar irritação na pele) e também no terreno para não tropeçar.

Falando em perigo, a maioria do nossos leitores são mulheres, você considera que seja mais perigoso para mulheres fazerem trilhas sozinhas?

Não é aconselhável fazer trilhas sozinho tanto para mulheres quanto para homens. Mas nada impede (no caso das mulheres) de fazer trilhas sozinhas. Estando bem preparada e conhecendo o ambiente em que vai estar. Recomendo a leitura do livro “Livre” (Wild) ou assistir o filme de mesmo nome com a atriz Reese Witherspoon.

Você também curte acampar, como uma pessoa que nunca acampou pode ser preparar para acampar?

A boa é procurar um camping que tenha uma certa infra estrutura. Muitos campings oferecem copa, banheiro, chuveiro, segurança, estacionamento, luz elétrica e até wi-fi! Além de terem alguma proteção contra ventos e chuvas. No site http://macamp.com.br/ tem boas dicas de campings. Pegar dicas com campistas mais experientes é sempre muito bom, afinal de contas, cada camping você aprende mais e mais!

Quais foram as situações mais marcantes pra você em trilhas, travessia, ou acampando? 

Poderia dizer a mais tensa. Foi durante a travessia Petrópolis x Teresópolis. Na noite do 1º dia no camping, o tempo começou a virar bem rápido e era num local desabrigado. Começou a chover bastante e a ventar também (deve ter durado 30 min). Mas teve uns 10 minutos que foram bem tensos. Realmente cheguei a pensar que a chuva e o vento fossem acabar com a minha barraca, mas, no final, ela resistiu. A barraca do amigo meu ficou toda alagada e isso porque eu pensei em pedir abrigo na barraca dele caso desse algum problema com a minha rsrs. Por ser uma travessia de montanha com mais de 2.000 metros, é aconselhável fazer no inverno porque o tempo é mais estável. E mesmo eu tendo feito no inverno, a probabilidade do tempo mudar como aconteceu nesse dia que fui é menor.


Qual a importância do guia de turismo nos atrativos naturais?

O guia de turismo conhece a trilha, sabe dos trechos mais técnicos sabe do que vai precisar levar, conversando com o cliente vai saber se ele consegue fazer determinada trilha além de que se acontecer algum acidente e não tiver um guia no grupo, a responsabilidade é de quem marcou de fazer a trilha.

Deixe uma mensagem para os nossos leitores:

Pratique atividades outdoor (ao ar livre)! Vai fazer bem para o corpo e para mente. Muitas pessoas moram nos centros urbanos, estudam nele, trabalham, saem para se divertir no mesmo.... Quebre essa rotina. A natureza não precisa da gente, nós é que precisamos dela. Se você não sabe por onde começar, a dica é procurar trilhas mais fáceis, vai ganhando experiência e aproveita para curtir o lugar, relaxar e se divertir. Tem muitas trilhas com cachoeiras e outras com grandes vistas para uma bela fotografia. No final, tenho certeza que você terá um dia bem vivido.


 “Deixe a rotina, o sofá e a TV de lado. Suas melhores lembranças virão dos momentos em que você é o protagonista e não o espectador”


Travessia Cobiçado x Ventania - RJ

Itacoatiara - RJ 

Travessia Petrópolis x Teresópolis

Lumiar - RJ

 Pedra da Gávea - RJ

Vai um rango aí?!



sexta-feira, 26 de junho de 2015

A "Magia" de São Thomé das Letras


Cada um enxerga o lugar conforme a luz de seu próprio olhar, então se você é místico ou esotérico vai achar terreno pra isso, quem curte "viajar" vai ver gnomos, duendes unicórnios e o que mais quiser ver! hauhauhauha
Não sou uma pessoa esotérica, mas com certeza São Thomé das Letras tem algo de mágico no ar! Como sou uma apaixonada pela natureza em toda sua bela expressão de cores, formas, aromas, sons e harmonia, pra mim a magia de São Thomé das Letras está na sua natureza exuberante.
Para onde você olha é um cartão postal, basta contemplar, fotografar, curtir cada minuto dessa maravilha.


O Passeio

Como falei no post anterior, tem um ônibus cacarecado que faz o passeio para as cachoeiras por um precinho bem mais em conta (R$ 25,00) que os veículos 4x4. QUando se vê o Trans Pororoca's Tur, chega dar um medinho, mas não se engane! Aquela jabiraca aguenta muito bem o tranco! rsrs
No passeio, o motorista leva o grupo para almoçar na Fazenda Boa Vista com restaurante buffet liberado por R$ 20,00, bem legal, com bastante variedade de comida, sucos e sobremesas à parte. Também tem piscina, lago pesque e pague, área verde, bem amplo e bonito.

Vai achando que ele não aguenta... rsrs


As atrações


No primeiro dia o roteiro feito pelo Trans Pororoca Tur foi: Gruta Sobradinho, Cachoeira Sobradinho, Cachoeira da Lua, parada para o almoço na Fazenda Boa Vista, Ladeira do Amendoim, Vale da Lua e parada para ver o pôr do sol.

Gruta Sobradinho: Achei a melhor parte do passeio! Um lance meio "Indiana Jones", desbravar uma gruta com auxílio de uma lanterna, ver os desenhos nas paredes formados por anos e anos de erosão das formações rochosas, passar por partes alagadiças, sobe, desce, que aventura! No nosso ônibus tinha um grupo de mulheres que pareciam ser chegadas nesses lances de aura, energia e afins. Quando o guia nos levou ao centro da gruta e mostrou as paredes que reverberavam o som emitido na gruta, elas começaram a entoar um mantra, cada uma num tom e num tempo diferente, foi bem bonito! Depois ficamos um tempo em silêncio apenas ouvindo o som da gruta e meditando...  

Cachoeira Sobradinho: Ao sair da Gruta Sobradinho, já saímos praticamente na cachoeira Sobradinho, passa por uma ponte (pinguela mesmo rsrs), depois nos vemos de frente a uma linda planície, e mais à frente uma lojinha de artesanato.

Cachoeira da Lua: Essa cachoeira tem apenas uma queda d'água pequena, também tem um cipó estilo Tarzan para os mais aventureiros se jogarem no poço. Como estava muito frio, nem me atrevi mas valeu apena contemplar.

Ladeira do Amendoim: Uma das loucuras de São Thomé das Letras é a Ladeira do Amendoim! É tão doido que eu nem sei se dou conta de explicar! hauhauhua
Uma ladeira onde tanto veículos como pedestres são "atraídos ladeira acima" quando postos em ponto morto na parte baixa da ladeira (carros né?!No caso de pedestres tem que deixar a perna "soltinha" rsrs)
Confesso que fui bem cética com relação ao efeito da ladeira, mas chegando lá fiquei de cara! Não sei como mas funciona! Seja física, miragem, fenômeno sobrenatural, mente sugestionada ou apenas o bucho cheio de comida mineira, teve gente que foi praticamente arremessada pra trás!
Na ladeira do amendoim tem um canto embaixo de uma árvore que os locais dizem ser um lugar onde você fica triste. Depois da experiência com a ladeira, não quis arriscar estragar minha viagem no cantinho da tristeza.

Cachoeira do Vale das Borboletas: Se fosse descrever com apenas uma palavra seria com certeza encantadora. O caminho, passando por uma área de mata, e depois uma descida, não chega a ser difícil. O final da jornada é recompensador:  uma cachoeira linda, poço verde translúcido espetacular e um pequeno rio correndo. Mas infelizmente não vi uma borboletinha sequer...

O motorista viu que não ia dar tempo de chegar na cidade para vermos o pôr do sol na Pirâmide, então parou o ônibus num ponto alto da estrada e apreciamos lá mesmo! Lindo e o melhor sem a muvuca da Pirâmide!

Destaque: O guia, Fernando, foi um amor! Paciente, engraçado sem ser "engraçadinho", prestativo, soube fazer seu trabalho sem atrapalhar nossa diversão, enfim, super recomendo! No caminho parou num sitiozinho e pegou com o dono, laranjas e tangerinas pra todo mundo do ônibus! Que demais!


Saída da Gruta Sobradinho

Parada para contemplação...

 Cachoeira da Lua
Ladeira do Amendoim


 Cachoeira do Vale da Lua


Pôr do Sol perfeito sem muvuca!

 Por hoje é só! Mas em breve tem mais STL!





sábado, 7 de fevereiro de 2015

As Maravilhas de Aracaju - Parte II

Passeios em Aracaju

Logo que cheguei em Aracaju, fui procurando a agência Nozes Tour, pois já tinha visto muitas indicações dela na internet. Apesar de falarem bem dela, de ter o preço mais em conta, bons carros e bons guias, disseram também que eles se atrasam pra buscar e isso pude comprovar ser verdade...

Fechei com eles três passeio por preço de dois: Cânion Xingó, Delta do Rio São Francisco e de quebra Mangue Seco. Levando em consideração a lonjura que é cada um desses lugares, achei até em conta, dei sorte porque era o último dia de promoção da baixa temporada com direito a faixa na loja e tudo! Se tivesse chegado um dia depois tinha pago bem mais caro...

Vamos ao que interessa então?!

Cânion Xingó

Como eu já falei a empresa tem estrutura boa, o ônibus muito bom, com ar condicionado potente, e tem que ser mesmo porque são 3 horas de viagem pra dentro do sertão.
O guia se chamava Wagner e era muito legal e divertido, sem ser aquele guia pesadelo de qualquer passeio.
O Cânion Xingó fica na divisa dos estados de Alagoas e Sergipe, é o quinto maior cânion navegável no mundo e ainda é pouco conhecido dos brasileiros.
Seu alagamento se deu pelo represamento do Rio São Francisco, a área antes seca e de caatinga, agora é um grande rio navegável de águas incrivelmente verde com algumas regiões de mais de 100 metros de profundidade.

Olha vou te falar... eu sou do bairro mais quente do Rio de Janeiro e o calor que faz lá não deixa por menos! Muito protetor solar, roupinhas leves, água, bastante água e pra se refrescar, nada melhor que o Velho Chico!

Os catamarãs saem do restaurante Karranca's que fica às margens do rio. Bem estruturado, serve refeições de buffet liberado a R$30,00. Saem lanchas de lá também mas não me informei a respeito, porque é tudo muito rápido...
Tem espreguiçadeiras, cadeiras e mesas à  beira do rio, também tem um chuveirão ma-ra-vi-lho-so!

Tanto quem vai com agência, como quem vai por conta própria sai desse ponto, não precisa se afobar porque o guia vai chamando um por um.  O barco é bem grande e confortável, vendem espetinhos de carne, cerveja, refri e água, acho melhor levar seu lanchinho rsrs
No barco tem banheiros e chuveirão potente (item indispensável), música tocando direto, o que pra uns pode ser legal, animado e pra outros um fator perturbador, eu até gostei, pena que não sei dançar forró...
O tempo de navegação até o ponto de mergulho é de uma hora.

A navegação é um espetáculo à parte, surgem picos, pedras cada um com uma forma diferente que geralmente dão nome às mesmas: Pedra do Gavião, Morro do Macaco, Pedra do Japonês e por aí vai...
Uma curiosidade é que algumas cenas da novela "Cordel Encantado" foram gravadas ali, e em um determinado momento do passeio eles colocam a música da novela, também colocam uma música dessas de cinema mas não lembro qual...

O guia do barco não é o mesmo do ônibus e esse é um pouco chatinho, com piadas prontas, não cala a boca um segundo sequer rsrs mas o lugar é tão bonito que consegui me desligar do matraca ambulante.

Quando se chega no ponto de mergulho, tem tipo um píer pra quem não quer entra na água. Por questão de segurança a área de mergulho é cercada por redes, tem 10 metros de profundidade. Se você não sabe nadar, não se apavore, distribuem coletes, macarrões e na pior das hipóteses tem um pequeno cercadinho raso (que em tese seria para crianças mas fica cheio de adultos medrosos rsrs)
O tempo para banho é uma hora, que passa rápido demaaaiiis! Tem um barquinho a remo que leva dentro de uma grutinha por R$ 10,00 (se não me engano) mas não fiz porque tinha uma pequena fila e achei que ia perder tempo demais esperando, dizem que não é lá graaandes coisas então preferi não fazer.

Na volta, mais uma hora de navegação, dessa vez mais tranquilo por parte do guia. Parada no restaurante pra almoçar e essa é a hora de fazer valer cada centavinho dos seus trinta contos! E como estava varada de fome, não teve conversa! Comi demais! Destaque para um peixe com abacaxi que estava divino!

Depois do bucho cheio, partimos. O guia disse que íamos passar pelo Museu de Arqueologia mas não íamos parar. Oi?! Como assim?! E a "Maria Museu" vai aceitar isso de boa?! Claaaaaro que não! Dei um desenrolo com o guia e ele disse que poderíamos passar rapidinho no museu. Eu?! Rapidinho no museu?! Nunca amor! hauhauhauhuahuhau

Muito bom o museu! Aquela área tem muitos sítios arqueológicos! E já foi mar!!!!!!! Pasma!!

Na volta tem uma parada numa lojinha de doces na estrada, Muito boa, cada delícia que meu Deus! Apreciei um lindo por do sol e ainda conheci a netinha da doceira e seu cabritinho de estimação! Fofos!!

Eu fiz o passeio bate e volta, mas tem a opção de fazer o passeio Rota do Cangaço, que refaz os passos do bando de Lampião, tem pernoite na cidade de Piranhas, vizinha de Canidé de São Francisco. Quem sabe um dia eu volte pra fazer esse passeio...

 Entrada de Canidé de São Francisco

 Pronta pra zarpar!

 Pedra do Gavião

 A foto nunca vai mostrar com exatidão a quantidades de tons de verdes dessas águas!

 Splash! Meu primeiro banho de rio!


 Museu de Arqueologia

 Coisa mais fofa!!

Final do dia: cansada mas feliz!


Delta do Rio São Francisco

Meu segundo passeio com a Nozes Tour foi para o Delta do Rio São Francisco, confesso que não sabia muita coisa sobre esse destino, ouvi dizer que teve cena de "Senhora do Destino" que foi gravada lá mas não posso afirmar rsrs

Esse passeio também dura o dia todo, sendo quase 3 horas de estrada pra ir, 1 hora de navegação indo, 1 hora no ponto, 1 hora de navegação voltando, 3 horas de estrada voltando. Ufa! rsrs

No barco servem frutas e água de cortesia, e o almoço está incluído no valor do passeio (bebidas à parte).

Dessa vez a guia não foi tão animada quanto o Wagner de modo que nem me lembro do nome dela, parece que ela estava meio mal humorada, mas pelo menos ficou na dela rsrs
Fomos de van até Brejo Grande, e lá pegamos a embarcação que passa  onde foi gravado o filme "Deus é brasileiro".

Foi pra mim uma grande surpresa chegar lá na parada e descobrir que tinha um lago de água salgada cercado pelo rio de águas doces! Muito louco! rsrsr

Bem o encontro do rio com o mar nem é lá grandes coisas assim, esperava mais rsrs Porque não se pode chegar muito perto com a embarcação, você vê lááááá de looooonge. Também passa por uma cidade que foi tragada pelo rio, bem interessante.
Tem uma pequena feirinha de produtos artesanais e só! Parece um grande oásis no deserto, lindo! É muito bonito ver aquela "ilha" lá longe, crescendo diante dos seus olhos beeeemm devagarinho... 
Particularmente preferi o rio à lagoa de água salgada mas tudo é festa! rsrs

O almoço é bem gostoso, ao estilo coma o quanto puder (adoro) e acompanhado de um suco de mangaba então! Perfeito!

Mais um passeio concluído com sucesso!




 Ali tinha uma cidade...



Mangue Seco

Bem Mangue Seco pode ser considerado um bônus nesse post, primeiro porque saiu "de graça", segundo porque nem é em Sergipe, e na Bahia e terceiro porque tem um pulinho do gato bom aí...

Mesmo esqueminha de sempre, a Nozes Tour vem buscar, com seu tradicional atraso rsrs e lá se vão uma hora e pouco de estrada até onde pega a escuna, daí são mais aproximadamente 50 minutos de navegação e chega em Mangue Seco, aportamos num restaurante bem bonito, as coisas os olhos da cara!

De lá tem que pegar o buggy, ninguém te avisa mas isso não é opcional! A praia é distante e tem que ir de buggy, no caminho eles fazem umas paradas pra fotos nas dunas onde foi gravada a novela "Tieta do Agreste" e o clip de Daniela Mercury, também passa por um local de desova de tartarugas marinhas do Projeto Tamar. O buggy foi R$ 80,00 mas dividido por 4 ficou aceitável pagar vintão rsrs

Ah leve dinheiro vivo, a maioria dos estabelecimentos não aceita cartão.

As dunas são maravilhosas, vento o tempo todo. Dá pra ver alguns coqueiros enterrados até o topo, muito legal!

Chegando na praia, te deixam numa barraca (bar/restaurante de beira de praia) chamada Asa Branca, tem redes, mesas, cadeiras e espreguiçadeiras mas os preços não são nada convidativos...
O que fizemos?! Eu havia lido que ali perto tem outra barraca, a barraca da Inês, muito mais em conta, com uma comida ótima. Então migramos pra lá sem dar muito na pinta, parecia que estava fechada mas estava funcionando e muito bem! Comi o melhor peixe da minha vida por R$ 40,00 pra dois, bem guarnecido com pirão, arroz e salada. 

Depois disso foi morrer na rede da barraca Asa Branca, que malandramente usamos a estrutura sem consumir rsrsrsrs

Nesse passeio por ser menos tempo de estrada dá pra aproveitar mais, são 3 horas de aproveitamento.

Na volta, o buggueiro deixa a gente no povoado, chão de areia de praia, poucas casas, criancinhas correndo, bichos soltos, uma graça! Tem um "Xopim", uma barraca pequena que vende artesanato, lembranças e afins. Tomei um sorvete de mangaba lá, inesquecível!

 Coqueiros da abertura de Tieta

 Semi morta depois de comer um delicioso Vermelho com pirão!




Assim terminam os passeios em Aracaju! Faltaram as cidades históricas de Laranjeiras e São Cristóvão, Pirambu (litoral Norte), Rota do Cangaço, Estância (Litoral Sul) e Crôa do Goré.

Passei por Mosqueiro mas não tem nada demais, é acesso pra outros passeios e só, nem bonito é rsrs

Passei pelas praias badaladas de Aracaju também, onde tem as famosas barracas de praia. Comi uma tapioca de queijo coalho e bastante água de coco. Mas preferi a praia de Atalaia mesmo.

Apenas acho que mereço voltar em Aracaju!


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O que mudou depois da mochila

Pode parecer clichê ou lugar comum dizer que depois que comecei a viajar, principalmente sozinha, mudei o modo de ver as coisas, mas é a mais pura verdade! 
Se você perguntar a viajantes de qualquer país, idade e sexo, cada um vai te dar uma lista com uma infinidade de mudanças que as trips proporcionaram em suas vidas e eu gostaria de compartilhar algumas que eu percebi em mim:

Mudei meu modo de ver o mundo

Claro que não foi o mundo que mudou! Ele continua exatamente igual, as flores desabrocham, o sol nasce e se põe todos os dias o mar continua indo e vindo, nuvens, estrelas, a lua e suas fases cada animal, o milagre da vida, enfim... Tudo que sempre me encantou e fascinou na natureza continua exatamente igual. Então o que mudou?

Meu olhos mudaram. Hoje as nuvens me encantam não somente quando estou voando acima delas, basta uma simples olhadinha pro céu e presencio um espetáculo dinâmico e inédito. 
É muito bom assistir um nascer ou um pôr do sol na montanha ou numa praia paradisíaca, mas hoje cada vez que tenho a oportunidade de saudar o astro rei indo ou vindo é singular! Contemplo cada pequena nuance de cores até que o céu seja revestido da noite e adornado com a lua e as estrelas, e isso acontece em momentos inesperados, quando estou mal humorada por ter que acordar antes do sol ou voltando cansada pra casa.
Sempre detestei dias chuvosos mas depois de encarar uma viagem que poderia ter sido estragada pela chuva (mas não foi porque decidi curtir mesmo com chuva), passei a ver beleza no cinza do céu, a me maravilhar com o contato da chuva com meu corpo, sentir o delicioso cheirinho de terra molhada... Hoje preciso de muita concentração e força de vontade pra abrir o guarda chuva e te digo só o faço, muitas vezes por causa de eventuais objetos que esteja carregando e não possa molhar, caso contrário, nada melhor que caminhar na chuva!
Em viagem podemos fazer fotos de paisagens deslumbrantes, mas se não tivermos bons olhos pra apreciar a natureza ou o que resta dela no dia a dia, fazemos com que tudo não passe de uma grande frustração. Aprendi a ser grata, cada vez mais grata, pela vida, pelo ar que respiro (mesmo poluído), se tá ruim, pense comigo e logo verá que poderia estar pior! Então agradeça pelo que tem! 
Eu poderia passar uma eternidade aqui falando sobre as cores das flores, as sensações de uma trilha (não é só cansaço rs) ou a beleza e a força dos animais mas acho que você já entendeu o espírito da coisa, né?! 





Mudei comigo mesma

Quando adolescente não dava um passo se não fosse acompanhada! Uma simples ida ao mercado ou ao centro comercial do meu bairro se tornava uma odisseia pois precisava percorrer a casa de todas as minhas amigas e amigos pra ver qual deles estaria disponível pra ir comigo.
Nunca me imaginei viajando sozinha, na verdade nem morando sozinha... Sempre colocava a desculpa: "Ah eu falo demais! Vou acabar pirando se ficar muito tempo sozinha... rsrsr"
Mas o fato é que a vida me trouxe até aqui pra me provar o contrário!
Hoje, escrevendo no blog minhas primeiras viagens, percebo o quanto mudei nesse sentido. Foi libertador estar longe de casa, sozinha, com total autonomia do que, quando e como fazer as coisas, decidir roteiros, mudar de ideia na hora, sentar pra comer num restaurante sozinha e se achar uma ótima companhia. Te afirmo com categoria o quanto me fez ser mais segura e me amar mais esse relacionamento comigo mesma.
Claro que gosto de viajar com meus amigos também, mas sozinha me fez crescer muito, colocar os pensamentos em ordem e ter momentos de introspecção não faz mal a ninguém.
Sozinha pude fazer novas amizades, tentar falar um idioma que não domino sem medo de pagar mico, gerenciar os perrengues da viagem, mantendo a calma e aprendendo a criar planos B, C, D e E rapidamente sempre que a situação pedir. 
Hoje, no dia a dia, trouxe cada um desses aprendizados comigo... sou mais paciente, penso mais antes de agir, busco soluções para os antes chamados "problemas indissolúveis" da vida e se tenho vontade de ir ao cinema, teatro ou viajar e ninguém pode ir, não penso duas vezes: VOU!






Mudei com o meu próximo

Podemos passar a vida toda indo e vindo de casa pro trabalho, do trabalho pra casa e nem sequer perceber o quanto de gente está ao nosso redor: vemos mas não enxergamos, escutamos mas não ouvimos. O dia a dia nos leva à correria e à satisfação das nossas necessidades em primeiro lugar. 
Quando se está na estrada, compartilhando o quarto no hostel, pegando uma carona, dividindo um miojo ou jogando conversa fora na praia, criamos laços muito mais rápido e esses laços na maioria das vezes são reais e duradouros! 
Quem nunca conheceu alguém numa viagem e  teve a sensação de que conhecia a muito tempo?! Bastante normal... rsrs
E essas pessoas fazem toda a diferença no produto final da viagem, elas são um bônus, somam suas experiências, seu modo de ver o mundo; com elas desenvolvemos a solidariedade, a tolerância, a compreensão.
Nessa jornada você vai se deparar com pessoas muito diferentes de você, costumes, crenças, sotaques, opiniões, e com isso aprendemos a respeitar o próximo, colocar nosso ponto de vista de forma civilizada e a inclusive estar disponível ao debate sem se deixar levar pela opinião de qualquer um, mas ao mesmo tempo estando aberto a mudanças, pois só os tolos são imutáveis!
Dividir o espaço, emprestar seus pertences, aturar o ronco e o chulé do coleguinha, quem tem mania de arrumação aprende a relaxar um pouco, abrimos mão de algumas frescuras...
Quando estou fora, sinto saudades da comidinha de casa, da minha cama, dos meus amigos e familiares, dos meus gatos, e essa saudade só me faz perceber o quanto os amo e valorizá-los ainda mais! Muitas vezes não dizemos que amamos, não demonstramos nosso sentimentos, deixamos pra dar reconhecimento a quem merece depois que perdemos e nesses casos sempre haverá uma pontada de arrependimento, aquele eterno "e se..."
Já diz o velho ditado: "As duas melhores sensações são pé na estrada e a volta pra casa". Aprendi fazer do meu lar e dos meus, um porto seguro, um refúgio, onde sempre cabe mais um!







Não me considero um "obra acabada" ou perto da perfeição... tenho ainda muito que aprender e muito que crescer. Muitas vezes quando achamos que temos todas as respostas a vida vem e muda todas as perguntas.
Nessa construção louca do caminho da vida eu espero sempre aprender cada vez mais, ter sensibilidade para compreender o próximo, humildade para reconhecer meus erros, sabedoria para ensinar o que aprendi de bom e que meus olhos sejam cada dia melhores para enxergar o que há de bom no mundo!
E se você não está satisfeito com o mundo que vive, experimente mudar um pouco, você pode se surpreender com o resultado.