quinta-feira, 30 de julho de 2015

A primeira vez em Sampa a gente nunca esquece!

Hello pessoas!


Vou dividir com vocês minha experiência na Terra da Garoa, no vizinho do lado (e segundo alguns, rival), São Paulo!

A primeira coisa que quero dizer é que como desde sempre vejo São Paulo na TV, acabei criando uma expectativa infantil a respeito da cidade (tipo gringo que vem pro Brasil e acha que tudo é a Amazônia hauhuahua). Achava que era muito cheio, poluído, violento e tudo mais que é estigma que se possa imaginar. Mas conforme o tempo passou, eu cresci, e parei de acreditar no que as pessoas falam e quis ver com meus próprios olhos o que Sampa tinha a oferecer. Lá no fundo ainda rolava um medinho de ir sozinha, então quando minha amiga Gaby (do Gaby pelo Mundo) me chamou pra essa aventura, topei na hora! E preciso dizer: me surpreendi, muito positivamenteeee!

Com vocês Divas pelo Mundo em Sampa!

Hospedagem

Fomos de bus mesmo, saindo da rodoviária Novo Rio no último ônibus da viação 1001 (R$ 93,00), chegamos em Sampa amanhecendo e fomos para o hostel.
Ficamos hospedadas no Beats Hostel, muito bem localizado, pertinho da Paulista, das estações de metrô Brigadeiro e MASP-Trianon, de dois shoppings, três Starbucks (aqui é o paraíso?! rsrs), várias linhas de ônibus, pontos turísticos, restaurantes e baladas...
O hostel é bem organizado, limpo e eu amei a decoração!! Duas coisas me chamaram atenção: o timer do chuveiro, economiza água e me fez perceber que eu demoro no banho sem necessidade; e o espremedor de frutas na cozinha para que os hóspedes possam fazer seu suco de laranja natural, enquanto isso tem hostel oferecendo Ki-Suco no café da manhã rsrs

Muito show esses graffites 

 Lounge

Bar - Recepção 

Quarto feminino

Depois de tomar café, nos munimos com nossos mapas e folhetos e RUA!


Primeiro dia - Liberdade, Sé, 25 de Março, Mercado Municipal e  MASP 

Fomos de metrô para a Liberdade e preciso pontuar que fiquei admirada com a funcionalidade do metrô, desde a rapidez entre um metrô e outro, passando pela organização das pessoas ao se locomoverem e a quantidade de linhas de metrô. Pode parecer coisa boba e simples mas é beeeem diferente do que estou acostumada.
Infelizmente era dia de semana, não tinha a feira da Liberdade e o Jardim Japonês estava fechado, mas passeando pelas ruas, indo de lojinha em lojinha, deu pra ver o "espírito da coisa"... Muitos produtos diferentes, refrigerantes e sucos de sabores inusitados, muitos chás, produtos para culinária japonesa, tudo que é coisa "adicione água": cupcake, panqueca, macarrão, sopa, muffin, purê, feijão... bem coisa de japa rsrsrs, e aqueles doces de feijão, que infelizmente não provei pois não vendia a unidade. Escolhi o picolé Melona, para representar o sabor japonês e é bem gostoso!

 Doces de feijão, deixei para uma próxima oportunidade...

 Picolé Melona... nham nham!

Pelas ruas da Liberdade

Da Liberdade seguimos andando até a Praça da Sé. Tentamos ir no Edifício do BANESPA para ter a vista da cidade do alto mas estava fechado para reformas. Fica para a próxima (já estou criando uma lista mental de coisas pra fazer da próxima vez em Sampa rsrs).
A Praça da Sé é um local que é melhor ficar atento, muitos moradores de rua e relatos de furtos e assaltos, então, atividade...
Entramos pela lateral da igreja e estava acontecendo uma missa, mas mesmo assim tinha alguns visitantes admirando os vitrais que são lindos. Paguei mico tirando foto e um cara veio dizer que não podia. Se não fosse assim não seria eu rsrsrs
Tanto a arquitetura da igreja, como a própria atmosfera gerada pelo canto na missa foram muito bonitos.

 Igreja da Sé


A foto proibida 


De lá descemos para a 25 de Março, e quando vai se aproximando você nem precisa de anúncio prévio, dá pra saber que está lá rsrs
Uma confusão de ambulantes, panfleteiros, lojinhas, gente pra todo lado, ou seja, um paraíso! hauhauhua
Tive que me controlar pra não sair comprando tudo que via pela frente, me considerei uma vencedora por sair de lá com apenas uma boina e um conjunto de brincos e cordão!
Miquinho da 25: aqueles ambulantes com massageadores elétricos encostaram aquilo na gente! Quase morri do coração! huahuahuahuhau (quem me conhece sabe o escândalo que faço quando me assusto!)

A essa hora já estava desfalecendo de fome e doida pra realizar um sonho: comer o sanduíche de mortadela do Mercado Municipal de São Paulo!
Como era terça feira à tarde, estava menos cheio que o habitual, mas ainda assim cheio. Escolhemos o Mortadela Brasil, apesar da fila, logo conseguimos lugar e que lanche! Escolhi o Coliseu (Pão de 80g, mortadela tipo bologna tradicional, queijo mussarela, cebola, tomate e alho cru)  e a Gaby escolheu o sanduíche de pernil artesanal. Atendimento rápido, divertido, comida maravilhosa!
Depois descemos e demos uma volta pelo mercado, uma mistura de cores e aromas temperos, frutas, defumados, queijos, especiarias... 
Paramos numa barraca de frutas para uma degustação e foi bem legal! Experimentamos frutas deliciosas, misturas de sabores e texturas... Morango com tâmara seca, atemoia com limão siciliano, caqui seco... outras não tão boas, essa frutinha eu acabei esquecendo o nome de tão ruim! Fizemos amizade com os atendentes da barraca, falamos dos blogs, instagram... 
 Adorei o Mercado Municipal!

 Chorando nesse sanduba!


Frutinhas deliciosas, menos essa bolinha amarela à direita! :P


Voltamos de metrô e descemos na estação Masp-Trianon. Para noooossa alegria, terça a entrada é gratuita no MASP. Veio bem a calhar pois a entrada é R$ 25,00. Estava acontecendo a gravação de algum programa da MTV mas apesar do grande número de fãs do apresentador, desconheço rsrs
As exposições em cartaz: "ARTE DA FRANÇA: DE DELACROIX A CÉZANNE", "ARTE DA ITÁLIA: DE RAFAEL A TICIANO" e "HISTÓRIAS DA LOUCURA: DESENHOS DO JUQUERY".
Na saída tive que parar pra fazer bolhas de sabão com um vendedor que estava na calçada do MASP. Voltamos para o hostel a pé. Um breve descanso, banho e RUA! Segundo round! 


Divas no MASP


Adoro bolhas de sabão!


Primeira noite - Pub 3B

Fomos conhecer o Pub Les 3 Brasseurs, para os íntimos Pub 3B, localizado no bairro Itaim Bibi, na Rua Jesuíno Arruda, 470. De origem francesa, é a primeira da rede no Brasil, ambiente aconchegante e agradável, ótimo atendimento, cardápio variado e charme, muito charme.
Como todo pub, a estrela da casa é a cerveja, e no caso do Pub 3B,  cervejas artesanais de fabricação própria, muitas delas premiadas. De acordo com a época do ano há uma programação de cervejas especiais.

Optamos por experimentar uma Flame, que não é um crepe, nem exatamente uma pizza, mas é uma massa leve feita com cerveja. Os recheios são os mais deliciosos e variados possíveis, deixando uma pessoa indecisa como eu com muita água na boca, a escolhida por nós nessa noite foi a Carbonara.

Achei bem interessante o informativo "La Gazette", que descreve as cervejas mas também é um cardápio com a legenda de harmonização de cervejas: ao lado de cada prato tem o ícone de qual cerveja melhor acompanha.

O Pub 3B é tão agradável que perdemos a noção da hora, a gente nem gosta de falar e de comer, né?! Fomos embora muito satisfeitas e com certeza voltaremos!




Mini Pallet: Blanche, Blonde, Itaim e Ambrée


Essa foi só porque gosto de aparecer rsrs



Flame Carbonara, babando enquanto faço esse post...


Petit gateau divino!



Esse foi meu primeiro dia em São Paulo, nem preciso dizer que adorei, mas vou dizer mesmo assim: ADOREI!




*Post patrocinado

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Volta ao Mundo - por Gabriella Morena



A VOLTA AO MUNDO CONTINUA


Gabriella Morena, 31 anos, de coração mineiro e carioca, viajante, psicóloga, deixou, há uma ano, sua família, amigos, empregos, estabilidade e o pão de queijo, para realizar um sonho: dar a volta ao mundo. Em julho de 2014, o avião deixou o Brasil, rumo a Madri, na Espanha e, tudo o que ela tinha eram grandes expectativas e muita vontade de aprender. Foram 15 e quase 80 cidades. Entre elas: Espanha, Portugal, Holanda, Bélgica, França, Suíça, Itália, Turquia, Marrocos, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, EUA e México.

Depois de dez meses fora de casa, trocando o guarda-roupa pela mochila, saltos por chinelo, conforto e estabilidade por divertidos (alguns nem tanto) perrengues, ela nos conta, um pouco do que viveu neste período que valeu a pena. Em poesia, como, segundo ela, a vida deve ser. 



Último voo dessa viagem
Pra casa vou retornar 
Ir é muito bom
Melhor é ter pra onde voltar 


O que te marcou mais?
Você pode me perguntar
O tempo passou rápido
Eu diria
Um dia desses estava a sonhar
Cara, já foi!
10 meses não demoraram a passar 


Hoje meu afilhado dormiu no meu colo
Quando fui ele nem existia
Na verdade já estava na barriga da mamãe
Mas na época ninguém sabia 


O tempo se contou de outro jeito
Sem pressa, sem CBN, sem hora
Eu vivendo um sonho intensamente
"Je suis Charlie" lá fora
Ebola 


Copa, fim de novela, eleição
Boko Haran, balde de gelo
Na Malásia, desaparecido o avião
Medo 


Queridos que chegaram
Amados que se foram
O mundo se recusou a parar
Outras coisas não saíram do lugar 


A vida coube numa mochila
Inclusive a próxima será mais leve
Pequeno ficava o coração
Disse mais "adeus" que "até breve" 


Aprendi a partir enquanto está bom
Dosar é sempre difícil
Fácil é perder o tom 


Claro que tenho tanto a contar
Teremos muito café e bolo
Tempo pra prosear
Mas aproveitando já vou adiantar 


O que a gente acha que só tem aqui
Na verdade se vê no mundo inteiro
E, ah, sim! 
Dá pra viver com menos dinheiro 


Ser brasileira abriu portas
Papos de horas, coisas de graça
Muito mais o Brasil me rendeu
Só interesse em mulher e futebol?
Se pensa isso é engano seu 


Alicate de cutícula foi inútil
Canivete, chinelo e canga o oposto
Adaptador universal salvou a vida
Protetor ao menos pro rosto 


"Fui porque estava infeliz"
De jeito nenhum
Exatamente o contrário
Parti pra reformar a vida
A começar pelo armário 


Roupas leves e sem salto
Pavor de barata continua
Me sinto mais leve e desapegada 
Como mais coisa crua 


Valores, convicções e fé
Várias vezes testados
Muita coisa muda mesmo
Estão mais enraizados 


Perto de mim estava o diferente 
O que nunca vi sempre a frente
O melhor veio da minha paixão:
Nada mais lindo que gente! 


Ensinei inglês no Laos
Andei de bike em Amsterdan
No Camboja fui garçonete
Vi meus preferidos de Frida e Rembrandt 

Dizer tchau foi difícil em Bangkok e Vietnã 


Voei de balão na Turquia
Ajudei uma amiga a gostar de abacate
Gelato e massa na Itália dia a dia
Gente, aquilo que é tomate! 


Ensinei gringo sambar
Aprendi a cozinhar mais
Troquei leite por chá
Falei tanto de Minas Gerais
Do Rio nem vou comentar 


Senti saudade de feijão
De um marroquino fui a preferida
Me impressionei com Vernazza e Essaouira
Não saberia eleger a melhor comida 


Me apaixonei pela Espanha e Laosianos
Passei maus bocados na ilha
Lugares favoritos? Quase sempre os praianos
Teve gente que me tratou como filha 


Tomei banho com crianças no Mekong
Meu joelho reclamou em Coimbra
Portugal hoje faz mais sentido
E lá escolhi ficar mais comigo 


Trinquei o pulso em San Francisco
Me encantei com Sintra e Bruges
Em Paris tenho agora um querido
Devo muito ao olhar de um amigo 


Itália de reencontros, família e despedidas 

Viagem de irmãs na Tailândia
Manhãs francesas de amizade e ZAZ 

Na minha terra fui staff no hostel 
Custei a deixar Koh Rong pra trás 


Noite especial no Sahara
Por do sol e seu nascer dezenas de vezes
Mar do Caribe, que aguá clara! 

Me impressionei com a educação dos japoneses 


San Giminignano, Guanajuato e Hoi An são lindas
O abraço de um Tuareg me marcou
Tiraram fotos de mim por me acharem diferente
Um africano comigo dançou


Trinquei o pulso em San Francisco
Por um tempão papo com um pescador
A voz que me aconchegou 

Em Savannakhet estive em família
Todo o tempo Deus me abençoou 


E imagina!
Recordo que não queria sair de Madrid
Achava que lá tinha sido o ápice
Mal sabia que o melhor estava por vir 


O mundo é tão grande
E ao mesmo tempo tão pequeno
Dei uma volta nele
Quero dar outras
Continuar aprendendo 


Melhor é o final
Disse o sábio Salomão
Será que é porque podemos de novo sonhar?
Cheio de planos está meu coração 

De Deus busco respostas
A paz deixo arbitrar
Cheia de gratidão retorno
Pra outros caminhos caminhar

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Eu vi Gnomos... Último dia em São Thomé das Letras

Último dia na cidade, resolvemos ficar por lá mesmo e ver as atrações e os gnomos de STL.(Nada de viajem! Tô falando as estatuetas que tem pra todo lado! Continuo caretinha, caretinha rsrs) 

Acordamos num horário mais razoável e depois do café partimos para a aventura. Como já disse, o Sumé Hostel fica na parte alta da cidade bem próximo à subida do Cruzeiro, Mirante, Pedra da Bruxa e Pirâmide. Essas atrações dão uma vista belíssima dos campos de STL, mas os seres humanos tem dado prova do seu poder de destruição, muitas garrafas quebradas, latinhas de cerveja, odor de urina, camisinhas usadas, lixo pra todo lado tirando parte do encanto natural do lugar.

Fora isso, realmente é bem bonito e o meu lugar preferido foi o Mirante. Mesmo morrendo de medo de altura e de despencar precipício abaixo, dá vontade de ficar ali por horas e horas e esquecer da vida...
Voar, voar, subir, subir... rsrs

 
Vista do Mirante


A pedra da Bruxa fica bem próximo, é só seguir as placas indicativas. Nesse lugar tive dois pequenos problemas, nada de grave: Não conseguimos identificar a "Bruxa" na pedra e Não consegui subir direito nas pedras porque minha calça estava tão apertada que poderia rasgar a qualquer momento! hauhauhauhuahuah
Faltou um pouco de informação sobre a Pedra da Bruxa, um guia ou apenas alguém com uma imaginação um pouco mais fértil pra mostrar o formato do raio da Bruxa! #ForçaumabarrapraveraBruxa
Mas de qualquer forma o lugar é bem encantador, e isso é o que importa! Afinal não estava afim de topar com Bruxa mesmo! rsrsrs


Modelando na Pedra da Bruxa



Nos arredores da Pedra da Bruxa

A Pirâmide é um caso à parte... Aquilo lá está sempre cheio, difícil conseguir fotos sem figurantes, um cheiro insuportável de urina. Muita gente comenta em fóruns e blogs que é trash, mas acho que vale ir lá pra conhecer...

Vista da Pirâmide


Caminho do Cruzeiro para a Pirâmide


Se alguém souber usar o Photoshop, tira esse monte de gente da minha foto?! rsrs

Depois desse momento "Good Vibes" descemos para a praça da cidade pra almoçar. comemos um churrasco misto com acompanhamentos, preço justo, serviu bem, estava gostoso. Foi no restaurante ao lado do péssimo restaurante que tomamos o caldo no dia anterior. Também não lembro o nome, pois como já disse, na época dessa viagem, não tinha a intenção de ter um blog (foi mal, people...)

Depois do almoço demos uma parada na igreja da praça, pena que estava fechada. Ali mesmo na praça tem a Gruta São Thomé, pequena porém de grande valor histórico* para a cidade. na parte de cima dela se tem uma vista ampla da cidade, ficamos lá deitados, esparramados de barriga cheia e descansando da caminhada da manhã.

História da Gruta São Thomé*

A lenda que deu origem a toda a história da cidade de São Thomé das Letras aconteceu em uma gruta.
João Antão escravo da Fazenda Campo Alegre, cujo romance com a irmã de seu senhor, o Capitão João Francisco Junqueira, havia sido descoberto, cansado dos maus tratos, refugiou-se em uma gruta no alto da serra, onde passou a viver da pesca, frutos e raízes da região. Um dia um senhor de vestes brancas apareceu para o escravo lhe entregando um bilhete e dizendo que, se ele o entregasse ao capitão, este o perdoaria. Ao ler o bilhete, o Capitão lhe ordenou que o levasse até a gruta, onde encontraram uma imagem de São Tomé entalhada em madeira.
João Francisco, homem profundamente religioso recolheu a imagem e a levou para casa.A imagem sumiu e reapareceu na gruta por várias vezes. Acreditando ser um milagre, o Capitão mandou erguer uma capela no local, onde, em 1785, foi construída a Igreja Matriz, originando assim o povoado; dizem que o filho do Capitão, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, título este concedido por D. Pedro II, foi sepultado debaixo do altar da igreja.
A igreja, construída em estilo barroco, abriga em sua nave principal a pintura do mestre Joaquim José da Natividade, altares em estilo rococó e várias imagens de madeira do século XVIII.
A origem do nome da cidade deve-se à aparição do santo e às inscrições rupestres encontradas na entrada da gruta que não se sabe terem sido feitas pelos índios cataguases antigos moradores da região ou se são palavras deixadas pelo santo.

Extraído de http://www.visitesaothome.com.br/index.php?q=cidade

Olha o flagra! rsrs  


Igreja Matriz  

 São Thomé das Letras sem Malucos Beleza, Não é São Thomé das Letras!


Na Praça 


Gruta São Thomé 


Gruta São Thomé

 Vista do alto da Gruta São Thomé


Cidade pequena, praça, igrejinha... faltou o que?! Cemitério!!Adorooooooooooo hauhauhauhauhua
Nos fundos da igreja tem o cemitério de STL e como a cidade é bem louca, não podia faltar um túmulo personalizado! Outros bem antigos também...

Coisas que só se veem em STL!

Tomamos um sorvetinho e voltamos para o hostel, assistimos o pôr do sol lá mesmo e mais uma vez foi um espetáculo! 
Sempre que pesquisava sobre o que fazer à noite em STL, li boas recomendações sobre a pizzaria Ser Criativo e que é um programa de lei comer uma pizza feita na pedra no fogão à lenha. Então lá fomos nós, Tati e eu, ver se a pizza era isso tudo mesmo. 
Demos um rolezinho pela cidade e estava muito cheia por causa de um encontro de motoclubes que estava acontecendo. Achei bem legal, as motos uma mais linda que a outra, a preocupação deles com o figurino, caracterização, apetrechos das motos, famílias inteiras de motoqueiros... Muito legal!
Recebemos um panfleto do show do Ventania que aconteceria naquela noite, mas resolvemos não ir. O local do show era meio afastado da cidade, estava um frio violento e estávamos a pé.
Fomos à pizzaria e o local é bem charmoso. decoração rústica... Difícil foi arrumar lugar pra sentar, tivemos que ficar esperando um tempão, mas compensou pois a pizza é bem gostosa.

Cidade bombando rsrs

Voltamos para o hostel por causa do frio, porém determinadas a acordar bem cedinho pra ver o sol nascer no Mirante, afinal era nossa última chance! 
Conseguimos vencer o sono e o frio e lá fomos nós assistir o primeiro sol do inverno nascer. E tinha uns doidos lá também mas nem se compara ao volume de pessoas no pôr do sol!
Assim nos despedimos de STL, com vontade de voltar, de viajar naquela paz, no reggae constante do hostel, nas cachoeiras maravilhosas, naquela natureza deslumbrante e superlativa! 
Seja bem vindo inverno!


 Lindo espetáculo da natureza



Vou guardar STL no coração




terça-feira, 30 de junho de 2015

A "Magia" de São Thomé das Letras - Parte 2

Pensou que acabou?! Não acabou, nããoo! Tem muito mais rsrs

Depois daquele café da manhã maravilhoso do hostel partimos para a Praça da cidade, pra pegar lugar no Trans Pororoca Tur, queríamos fazer um roteiro diferente do anterior. Infelizmente o guia Fernando, estava como guia particular do grupo de esotéricas cantoras do post anterior, então compramos um passeio com o próprio Pororoca (sim, além do busão velho, o motorista também tem esse apelido. Só não me pergunta quem veio primeiro: o ovo ou a galinha! rsrs).

O roteiro proposto foi: Cachoeira Véu de Noiva (todo lugar de cachoeira tem uma com esse nome rsrs), Cachoeira Paraíso, Cachoeira do Flávio, Cachoeira Eubiose, Fazenda Boa Vista (almoço), Cachoeira da Lua e Cachoeira Vale das Borboletas. Algumas atrações já tinham sido visitadas mas as outras inéditas compensaram!

Bom todas as cachoeiras são lindas! Durante o dia fez um calorzinho que possibilitou molhar os pés um pouquinho, mas sempre querendo molhar mais um pouco, com medo de acabar o dia, acabar a viagem e nenhum tchibum!

As Cachoeiras

Cachoeira Véu de Noiva: Como todas as cachoeiras que tem esse nome, a queda d'água é alta, rio corrente, não me aventurei a entrar na água ainda estava cedo e o frio não deixou sequer tirar o casaco. Mas é um lugar lindo de muita tranquilidade, se estive vazio é claro! rsrs

Cachoeira Paraíso: É próxima da Véu de Noiva, na mesma parada tem uma pequena trilha que leva à Paraíso. Uma queda d'água pequena e um poço raso, formam uma espécie de "praia". Adorei essa cachoeira!

Cachoeira do Flavio: Belíssima! Composta por duas grandes quedas. A trilha te dá a opção de ir tanto por cima como por baixo da cachoeira. Por cima é perigoso porque algumas pedras são escorregadias, e um momento de desatenção é o suficiente para uma queda bem séria (papo de morrer mesmo! hauahuhau) 

Cachoeira da Eubiose: Essa tava mais "muvucadinha" mas nada de grave... Outra linda cachoeira de queda dupla. 

Volto a citar a Cachoeira do Vale das Borboletas porque apesar de estar entardecendo e esfriando, eu e Tatiana não resistimos! Caímos na água! Ficamos conhecidas no ônibus como as loucas que entraram na cachoeira! hauhauhauhauhauhauhua

Mais uma vez não deu tempo de apreciar o pôr do sol na Pirâmide ou no Mirante. Acabei assistindo o espetáculo de um local inusitado mas foi bem legal: tomando banho no hostel! rsrs


A Noite em STL

Saímos à noite para dar uma voltinha na cidade. E como toda cidade pequena, as atividades se concentram perto da praça, mas também tem vários restaurantes em ruas próximas. Muitas lojinhas de lembranças e artigos esotéricos, muita cachaça de todo tipo e sabor, artigos de couro, barzinhos com música ao vivo. Tem também uma galeriazinha, seria um shopping?! rsrs

Paramos num restaurante para tomar um caldo e esquentar a noite, mas para nossa decepção a comida era ruim demais! Meu caldo verde veio cheio de bagaço de couve e carne, apenas dois (eu disse DOIS) micro pedacinhos de bacon! Mas a vida é uma loteria mesmo... Nem sempre o lugar baratex que você encontra pelo caminho presta! hauhauhauhaua
 Desculpem mas vou ficar devendo o nome do restaurante a vocês, acontece que na época dessa viagem eu ainda não tinha a intenção de ter um blog, então não anotei o nome da espelunca hauhauhua Poxa, perdi minha primeira espinafrada! hauhauhauhauhauhua

Tem "um rock" que acontece num bar, galpão, sei lá o que é aquilo, MAs fica bem no pé da subida pro Cruzeiro. Eu não curti, porque realmente não é a minha praia ficar em pé num local apertado, mal ventilado ouvindo Punk Rock mas tem quem goste, pois estava bem cheio...

Eu sou muito fraca pra frio e não bebo cachaça, então, conforme as horas vão passando a temperatura vai caindo e meia noite foi o meu limite! Não aguentei, pedi arrego e voltei pro hostel rsrs

A Raquel trouxe uma coberta pra mim e isso salvou minha lavoura, pois tive que entregar o parapente do João. Tentamos acordar bem cedo para ver amanhecer, mas não tivemos sucesso na empreitada!  rsrsrs

No próximo post nosso último dia em STL!


 Cachoeira Véu de Noiva


 Cachoeira Paraíso


Cachoeira do Flávio (vista de cima) 


Cachoeira do Flávio (vista de baixo) 


Cachoeira da Eubiose 


 Pesque e Pague da Fazenda Boa Vista


Cachoeira Vale das Borboletas 


Que água gelada! Mas valeu a pena! Recarregou a bateria!





sexta-feira, 26 de junho de 2015

A "Magia" de São Thomé das Letras


Cada um enxerga o lugar conforme a luz de seu próprio olhar, então se você é místico ou esotérico vai achar terreno pra isso, quem curte "viajar" vai ver gnomos, duendes unicórnios e o que mais quiser ver! hauhauhauha
Não sou uma pessoa esotérica, mas com certeza São Thomé das Letras tem algo de mágico no ar! Como sou uma apaixonada pela natureza em toda sua bela expressão de cores, formas, aromas, sons e harmonia, pra mim a magia de São Thomé das Letras está na sua natureza exuberante.
Para onde você olha é um cartão postal, basta contemplar, fotografar, curtir cada minuto dessa maravilha.


O Passeio

Como falei no post anterior, tem um ônibus cacarecado que faz o passeio para as cachoeiras por um precinho bem mais em conta (R$ 25,00) que os veículos 4x4. QUando se vê o Trans Pororoca's Tur, chega dar um medinho, mas não se engane! Aquela jabiraca aguenta muito bem o tranco! rsrs
No passeio, o motorista leva o grupo para almoçar na Fazenda Boa Vista com restaurante buffet liberado por R$ 20,00, bem legal, com bastante variedade de comida, sucos e sobremesas à parte. Também tem piscina, lago pesque e pague, área verde, bem amplo e bonito.

Vai achando que ele não aguenta... rsrs


As atrações


No primeiro dia o roteiro feito pelo Trans Pororoca Tur foi: Gruta Sobradinho, Cachoeira Sobradinho, Cachoeira da Lua, parada para o almoço na Fazenda Boa Vista, Ladeira do Amendoim, Vale da Lua e parada para ver o pôr do sol.

Gruta Sobradinho: Achei a melhor parte do passeio! Um lance meio "Indiana Jones", desbravar uma gruta com auxílio de uma lanterna, ver os desenhos nas paredes formados por anos e anos de erosão das formações rochosas, passar por partes alagadiças, sobe, desce, que aventura! No nosso ônibus tinha um grupo de mulheres que pareciam ser chegadas nesses lances de aura, energia e afins. Quando o guia nos levou ao centro da gruta e mostrou as paredes que reverberavam o som emitido na gruta, elas começaram a entoar um mantra, cada uma num tom e num tempo diferente, foi bem bonito! Depois ficamos um tempo em silêncio apenas ouvindo o som da gruta e meditando...  

Cachoeira Sobradinho: Ao sair da Gruta Sobradinho, já saímos praticamente na cachoeira Sobradinho, passa por uma ponte (pinguela mesmo rsrs), depois nos vemos de frente a uma linda planície, e mais à frente uma lojinha de artesanato.

Cachoeira da Lua: Essa cachoeira tem apenas uma queda d'água pequena, também tem um cipó estilo Tarzan para os mais aventureiros se jogarem no poço. Como estava muito frio, nem me atrevi mas valeu apena contemplar.

Ladeira do Amendoim: Uma das loucuras de São Thomé das Letras é a Ladeira do Amendoim! É tão doido que eu nem sei se dou conta de explicar! hauhauhua
Uma ladeira onde tanto veículos como pedestres são "atraídos ladeira acima" quando postos em ponto morto na parte baixa da ladeira (carros né?!No caso de pedestres tem que deixar a perna "soltinha" rsrs)
Confesso que fui bem cética com relação ao efeito da ladeira, mas chegando lá fiquei de cara! Não sei como mas funciona! Seja física, miragem, fenômeno sobrenatural, mente sugestionada ou apenas o bucho cheio de comida mineira, teve gente que foi praticamente arremessada pra trás!
Na ladeira do amendoim tem um canto embaixo de uma árvore que os locais dizem ser um lugar onde você fica triste. Depois da experiência com a ladeira, não quis arriscar estragar minha viagem no cantinho da tristeza.

Cachoeira do Vale das Borboletas: Se fosse descrever com apenas uma palavra seria com certeza encantadora. O caminho, passando por uma área de mata, e depois uma descida, não chega a ser difícil. O final da jornada é recompensador:  uma cachoeira linda, poço verde translúcido espetacular e um pequeno rio correndo. Mas infelizmente não vi uma borboletinha sequer...

O motorista viu que não ia dar tempo de chegar na cidade para vermos o pôr do sol na Pirâmide, então parou o ônibus num ponto alto da estrada e apreciamos lá mesmo! Lindo e o melhor sem a muvuca da Pirâmide!

Destaque: O guia, Fernando, foi um amor! Paciente, engraçado sem ser "engraçadinho", prestativo, soube fazer seu trabalho sem atrapalhar nossa diversão, enfim, super recomendo! No caminho parou num sitiozinho e pegou com o dono, laranjas e tangerinas pra todo mundo do ônibus! Que demais!


Saída da Gruta Sobradinho

Parada para contemplação...

 Cachoeira da Lua
Ladeira do Amendoim


 Cachoeira do Vale da Lua


Pôr do Sol perfeito sem muvuca!

 Por hoje é só! Mas em breve tem mais STL!